Copa do Mundo 2014
Você sabia?
ARENA FONTE NOVA
(Crédito da imagem: Manu Dias)
* Dia 28 de janeiro de 1951 foi a data da inauguração do Estádio Octávio Mangabeira, mais conhecido como Fonte Nova. O primeiro jogo foi entre o Botafogo de Salvador e o Guarany, também da Bahia. O jogo terminou 1x0 para o Botafogo, com o primeiro gol sendo marcado pelo jogador Antônio.
* A primeira decisão de Ba x Vi na história da Fonte Nova aconteceu no dia 10 de janeiro de 1956, na comemoração de aniversário dos 25 anos do time tricolor. A partida era válida pelo Campeonato Baiano de 1955 e o Vitória venceu o Bahia por 4x3, consagrando-se campeão.
* A Fonte Nova já viu cinco disputas de títulos nacionais. Em três delas, o Bahia disputou com o Santos a hegemonia do futebol brasileiro. Em 1959, o Bahia disputou a Taça Brasil e mesmo perdendo o jogo na Fonte Nova, conquistou o seu primeiro título nacional contra o Santos, de Pelé, no Maracanã. Em 61 e 63, o Bahia repetiria as finais contra o mesmo Santos, mas não saiu vencedor.
* Nas décadas de 60, 70 e 80, o mês de setembro era esperado por todos os estudantes de Salvador, que disputavam a Olimpíadas da Primavera, evento que tinha seu ponto alto no tradicional desfile de todos os atletas uniformizados na pista de atletismo da Fonte Nova.
* Após evitar o milésimo gol do Rei Pelé, o zagueiro baiano Nildo, conhecido como Birro Doido, foi estrondosamente vaiado pelos 50 mil torcedores que estavam no Estádio da Fonte Nova, no dia 16 de novembro de 1969. O jogo Bahia e Santos terminou empatado em 1x1 e a torcida não perdoou Birro Doido.
* O segundo anel do Estádio Octávio Mangabeira, a Fonte Nova, foi inaugurado no dia 4 de março de 1971.
* Maio de 1980 foi a vez dos cantores Gilberto Gil e Jimmy Cliff mostrarem a turnê que faziam pelo Brasil. Cerca de 50 mil pessoas prestigiaram o evento.
* Depois de perder para o Santa Cruz por 4x0, em Recife, pelo Campeonato Brasileiro de 1981, o Bahia sofreu com as gozações dos pernambucanos e no jogo de volta deu o troco, aplicando uma goleada de 5x0 no Santa Cruz, num dos jogos mais marcantes do tricolor baiano na Fonte Nova.
* Sucesso musical da época, os meninos porto-riquenhos do grupo Menudos foram a atração da Fonte Nova no dia 02 de março de 1985. Os adolescentes Ray, Ricky, Roy, Charlie e Robby marcaram os corações das adolescentes baianas, com uma bela apresentação.
* O record de público oficial da Fonte Nova de 110.438 torcedores ocorreu no jogo Bahia 2 x 1 Fluminense/RJ válido pela semi-final do Campeonato Brasileiro de 1988, que terminou com o segundo título nacional do Bahia.
* O corte do atacante Charles, então jogador do Bahia, da Seleção Brasileira em 1989, provocou revolta nos torcedores baianos. Apenas 18 mil torcedores da Bahia foram assistir a passagem da Seleção Brasileira no Estádio da Fonte Nova.
* No dia 17 de setembro de 1989 foi a vez da rainha dos baixinhos, Xuxa, mostrar sua força para milhares de pessoas no estádio da Fonte Nova. Ao lado das tradicionais Paquitas, Xuxa levou crianças e adultos ao delírio.
* Na outra disputa nacional, o Bahia venceu o Internacional de Porto Alegre, por 2x1, na primeira partida da decisão, na Fonte Nova. No jogo de volta, no Beira Rio, em Porto Alegre, o time baiano segurou o 0x0 e garantiu seu segundo título nacional.
* A quinta decisão de título nacional vivida na Fonte Nova foi protagonizada pelo Vitória e Palmeiras, em 1993. O jogador baiano Edilson calou a imensa torcida rubro-negra e fez o gol do triunfo palmeirense.
* Depois de disputar duas finais de Campeonatos Brasileiros, na Série B, contra o Paraná, em 1992 e na Série A, contra o Palmeiras, em 1993, o Esporte Clube Vitória deixou de mandar os seus jogos na Fonte Nova e passou a utilizar o seu próprio estádio, o Manoel Barradas, mais conhecido como Barradão.
* O maior público do clássico Ba x Vi aconteceu no dia 7 de agosto de 1994, quando 97 mil torcedores encheram a Fonte Nova para ver o bicampeonato do Bahia, com um gol histórico de Raudinei, aos 46 minutos do segundo tempo. A torcida rubro-negra já comemorava o título enquanto os tricolores saiam do estádio.
* Na Fonte Nova, o Vitória ganhou dois, dos seus quatro títulos da Copa Nordeste, vencendo o Bahia nas duas finais, em 1997 e em 1999, ano do seu centenário.
* Para comemorar os 450 anos de Salvador, no dia 23 de março de 1999, a Fonte Nova recebeu cerca de 80 mil fiéis que foram assistir a uma missa celebrada pelo padre Marcelo Rossi, ao lado do, na época, Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella Agnelo. Participaram desse grande encontro católico, os artistas Ivete Sangalo, Bell Marques, Tatau e Emanuelle Araújo, com a Banda Eva.
* O dia 12 de junho de 1999 marcou uma final de Campeonato Baiano de forma inusitada. O Vitória e seus torcedores foram para o Estádio do Barradão, enquanto o Bahia e a torcida tricolor foram para o Estádio Octávio Mangabeira, a Fonte Nova. Ambos se consideraram campeões por WO, com direito a volta olímpica. A decisão final, nos Tribunais, dividiu o título entre os dois clubes.
* O lutador Acelino Freitas, conhecido como Popó, usou a Fonte Nova para sua luta contra Anthony Martinez, da Nicarágua. O lutador brasileiro venceu por nocaute técnico, mantendo o cinturão da World Boxing Organization - WBO, de peso superpena.
* Em 2001 e 2002 foi a vez do Bahia assegurar seus dois títulos da Copa Nordeste, dentro do gramado do Estádio da Fonte Nova.
* No dia 21 de dezembro de 2003, a cantora Ivete Sangalo reuniu cerca de 80 mil pessoas no Estádio da Fonte Nova, para seus 10 anos de carreira, com a gravação do CD, DVD MTV ao Vivo, que contou com a participação de artistas como Daniela Mercury, Gilberto Gil, Sandy & Junior, Margareth Menezes e Tatau.
ATLETAS BAIANOS
* Juvenal Amarijo
Em 1950, acontecia pela primeira vez no Brasil o maior evento esportivo, a Copa do Mundo. Ao lado do lateral Nilton Santos e do zagueiro Nena, jogando pela Seleção Brasileira, Juvenal Amarijo foi vice-campeão do Mundial. O ex-zagueiro defendeu times como Flamengo, Palmeiras, Bahia e Ypiranga, onde encerrou sua carreira em 1959. Juvenal morreu em 2009, na cidade de Camaçari, aos 86 anos.
* Roberto Rebouças
Nascido na cidade baiana de São Félix, o zagueiro bom de bola, que não levava desaforo pra casa, Roberto Rebouças, a muralha baiana, marcou época no futebol baiano. Mas foi no time do Bahia que ele fez história dentro e fora de campo, com seu temperamento esquentado. Em 1977, quando compeltou 39 anos, a "muralha baiana" anunciou sua aposentadoria.
* Baiaco
Nascido em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador, Edvaldo dos Santos, conhecido como "Baiaco", foi um dos ídolos do time do Bahia. Implacável na marcação, o jogador fez apenas seis gols, ao longo de 13 anos de carreira, mas se consagrou como um dos melhores volantes do futebol brasileiro na sua época. Ganhou fama, mas nunca teve grande retorno financeiro, pois mesmo sendo pretendido por grandes clubes brasileiros, nunca quis deixar a Bahia por melhores propostas, onde encerrou sua carreira e vive até hoje.
* Beijoca
Considerado um dos maiores atacantes a defender as cores do Bahia, Jorge Augusto Ferreira de Aragão, o Beijoca, foi considerado um jogador polêmico e irreverente. Seu nome estava associado a gols, fez mais de 100 nos seis anos em que defendeu as cores do tricolor baiano. O jogador ficou marcado também pelas brigas dentro e fora dos campos e pelas famosas farras que fazia. Apesar de gostar das farras, Beijoca era idolatrado pela torcida, pela sua garra e competência em fazer gols.
* André Catimba
Carlos André Avelino de Lima, o André Catimba, foi consagrado como um dos maiores atancantes do Vitória, durante a década de 70, com sua malandragem dentro do campo. Com a camisa rubro-negra, o atacante marcou 31 gols em quatro edições do campeonato brasileiros. A arte de driblar os adversários lhe rendeu o apelido "Catimba". André Catimba ainda jogou no Bahia, no Boca Juniors (onde jogou ao lado de Diego Maradona), no Náutico e encerrou a carreira no Ypiranga - Bahia (clube onde começou) em 1983.
* Osni
Osni Lopes começou a carreira em São Paulo, no Cobrasma, time amador de Osasco, passando pelo Corinthians e Santos, quando foi transferido para o Vitória, em 1971. Um dos maiores ídolos do time rubro negro baiano, Osni foi um dos protagonistas do título estadual de 1972, o único conquistado pelo Vitória, na década de 70. O jogador, de apenas 1,56 metros, recebeu dois prêmios Bola de Prata e teve uma passagem de pouco mais de um ano pelo Flamengo. O jogador também defendeu o Bahia, onde também virou um ídolo.
* Bobô
Raimundo Nonato da Silva ficou conhecido como "Bobô". Um dos maiores ídolos do Esporte Clube Bahia começou a sua carreira na equipe do Catuense, em Alagoinhas e chegou ao auge do futebol sendo o líder da equipe tricolor comandada por Evaristro de Macedo, que venceu o Campeonato Brasileiro de 1988. Após essa conquista, Bobô foi negociado para o São Paulo. Depois passou por times como: Flamengo, Fluminense, Corinthians e Internacional, encerrando a carreira como jogador do Bahia, em 1996. A experiência de treinador foi com o próprio Bahia, entre 2002 e 2003.
* Charles
Ídolo do Bahia, especialmente na campanha do título nacional de 1988, Charles Fabian Figueiredo Santos, natural de Itapetinga, na Bahia, fez sucesso no tricolor baiano, no Cruzeiro, Boca Juniors, da Argentina, Grêmio e Flamengo. Mas o jogador baiano marcou polêmica ao não ser convocado para a Seleção Brasileira, que disputou a Copa América de 89, mesmo depois de ter vestido, com sucesso, a camisa canarinho. A torcida tricolor não se conformou e boicotou o jogo do Brasil na Fonte Nova. Os poucos que compareceram, vaiaram o time de Lazaroni. Charles terminou sua carreira devido a diversas lesões no joelho.
* Bebeto
José Roberto Gama de Oliveira, o Bebeto, será eternamente lembrado pela comemoração de um gol, na Copa do Mundo de 1994, quando, ao homenagear o nascimento de um filho, simulou embalar uma criança nos braços. Nesse mesmo ano, o atacante foi tetra-campeão, ao lado de Aldair e Romário. O soteropolitano jogou 88 partidas pela Seleção Brasileira, marcando um total de 52 gols. Bebeto jogou em três Copas do Mundo: 1990, 1994 e 1998 e se aposentou em 2002.
* Aldair
Nas décadas de 80 e 90, brilhou nos gramados brasileiros, o baiano nascido em Ilhéus, o zagueiro Aldair Santos do Nascimento. Além de passar por times renomados como Flamengo, Benfica e Roma, Aldair fez história na Seleção Brasileira ao ganhar o tetra-campeonato do Mundial nos Estados Unidos, em 1994. Vestindo a camisa verde e amarela, Aldair participou de três mundiais (1990, 1994 e 1998), três Copas América (1989, 1995 e 1997) e uma Olimpíada (1996).
* Júnior Baiano
Em 2009 pendurava as chuteiras Raimundo Ferreira Ramos Júnior, mais conhecido como Júnior Baiano. O ex-zagueiro atuou na Seleção Brasileira em 1998, passou por times como Flamengo, São Paulo e Palmeiras. Nascido em Feira de Santana, a 106 km da capital baiana, hoje, aos 42 anos, Júnior Baiano trilha novos caminhos e agora é técnico do Santa Helena, de Goiás.
* Dida
Especialista em defesas de pênaltis. Assim ficou conhecido Nelson de Jesus Silva, o goleiro Dida, que jogou no Vitória, Cruzeiro e Corinthians. Nascido no interior baiano, Irará, Dida fez história durante os 11 anos que defendeu a Seleção Brasileira. Ao total foram 91 partidas, entre elas três Copas do Mundo (1998, 2002 e 2006) e uma Copa das Confederações. Desde maio de 2012, o goleiro defende a Portuguesa, contribuindo para a permanência do time na série A.
* Vampeta
Em quase vinte anos de carreira, Marcos André Batista Santos, conhecido como Vampeta, é lembrado não só pelo bom futebol, mas por suas atitudes inusitadas. Polêmico, o ex-volante da Seleção Brasileira, nascido em Nazaré das Farinhas, na Bahia, surpreendeu a todos ao dar três cambalhotas em plena rampa do Planalto, após o Penta com a Seleção, em 2002. O ex-volante, hoje, é dirigente do Grêmio, de Osasco.
* Edilson
Edilson, o "Capetinha". O apelido atribuído ao soteropolitano Edílson da Silva Ferreira, se deve a sua irreverência dentro e fora de campo. O jogador fez sucesso com a camisa 10 do Corinthians e marcou época com suas provocações aos rivais. Ao lado de Vampeta, trouxe o penta-campeonato para os brasileiros, em 2002. Jogador, empresário e hoje repórter, anunciou a aposentadoria em 2009, porém, foi só no fim do Campeonato Baiano de 2010, jogando pelo Bahia, que Edilson encerrou a carreira.
* Daniel Alves
No dia 6 de maio de 1983 nascia em Juazeiro, o camisa 2 da Seleção Brasileira, Daniel Alves. A carreira de sucesso do lateral-direito teve o primeiro grande destaque durante a final do Campeonato Brasileiro de 2001, nos gramados da então Fonte Nova, quando, ainda com 18 anos, jogou como titular do Bahia pela primeira vez. Daniel Alves estreou na Seleção Brasileira em 2006 e de lá pra cá é um dos principais nomes da canarinho. Hoje, aos 29 anos, o lateral brilha no time espanhol, Barcelona.





